A quarta edição da Revista Vetor traz para os leitores um panorama do que rolou no I Congresso Brasileiro de Educação Tutorial e no X Encontro SudestePET com entrevistas e matérias exclusivas sobre os debates travados e suas consequências práticas. Nesse ano a realização dos dois eventos ficou a cargo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A estréia do Congresso Brasileiro de Educação Tutorial culminou na criação da Sociedade Brasileira de Educação Tutorial (SbrET). Um dos artigos explica as mudanças e avanços que a novidade traz ao cenário da educação tutorial, a partir de uma entrevista com membros da diretoria da SbrET.
No entanto, as novidades não acabam por aí. Durante a abertura do Congresso e do X SudestePET, a pró-reitora de graduação Belkis Valdman anunciou a criação do primeiro pet interno do Brasil. Em entrevista com a pró-reitora, descobrimos como o novo modelo pode estimular a criação de novos grupos PET’s.
Em outro artigo, resgatamos a história do PET e as perspectivas para o futuro do programa com Marcos Danhoni, presidente da Cenapet. Ele apontou os principais problemas que a Comissão e os grupos PET’s vêm enfrentando nos últimos anos, como a ausência de uma convocação do Conselho Superior e o crônico atraso de repasse de verbas (bolsas e custeio dos grupos).
A décima edição do SudestePET alcançou o seu objetivo ao fornecer um ambiente aberto e positivo para a troca de experiências e discussões políticas segundo o tema central “Diálogos sobre acessibilidade – método de inclusão e construção da coletividade”. A partir do relato de uma petiana endemos o quão bem sucedida foi essa iniciativa e como a dinâmica de troca é importante para o crescimento dos bolsistas e tutores. Por fim, o professor e coordenador do PET-Engenharia Civil, Otto Corrêa Rotunno Filho faz um balanço da organização do evento.
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X SudestePET
O Sudeste PET é um encontro anual organizado pelos integrantes dos grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) da região Sudeste, a fim de discutir questões relativas à administração, ao acompanhamento, a fiscalização e a outros temas importantes para o desenvolvimento e melhoramento do Programa de Educação Tutorial.
O X Sudeste PET - “Diálogos sobre acessibilidade – método de inclusão e construção da coletividade” foi organizado pelos grupos PET da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ocorreu nos dias 01 a 04 de abril de 2010, juntamente com o I Congresso Brasileiro de Educação Tutorial.
Sua programação incluiu todas as atividades normais a rotina do evento: mesas-redondas, palestras, grupos de Trabalho (GTs) e Grupos de Discussão (GDs), encontros por área, encontros de tutores, apresentação de trabalhos (painel), Assembléia Geral, plenária, além do show de talentos e apresentações culturais.
O público alvo do X Sudeste PET é toda a comunidade acadêmica - petianos, egressos e tutores – ligada aos Grupos PET da região Sudeste do Brasil. Seu objetivo geral é promover a interação, socialização e troca de experiências entre os alunos integrantes do Programa e seus respectivos tutores.
Para mais informações sobre o X SudestePET visite: http://www.sudestepet.info/portal/
O X Sudeste PET - “Diálogos sobre acessibilidade – método de inclusão e construção da coletividade” foi organizado pelos grupos PET da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ocorreu nos dias 01 a 04 de abril de 2010, juntamente com o I Congresso Brasileiro de Educação Tutorial.
Sua programação incluiu todas as atividades normais a rotina do evento: mesas-redondas, palestras, grupos de Trabalho (GTs) e Grupos de Discussão (GDs), encontros por área, encontros de tutores, apresentação de trabalhos (painel), Assembléia Geral, plenária, além do show de talentos e apresentações culturais.
O público alvo do X Sudeste PET é toda a comunidade acadêmica - petianos, egressos e tutores – ligada aos Grupos PET da região Sudeste do Brasil. Seu objetivo geral é promover a interação, socialização e troca de experiências entre os alunos integrantes do Programa e seus respectivos tutores.
Para mais informações sobre o X SudestePET visite: http://www.sudestepet.info/portal/
Histórico
IX SudestePET
O IX Sudeste PET “Desafios da Indissociabilidade” ocorreu nos dias 30 de abril, 01 e 02 de maio de 2009 na Universidade Federal de Uberlândia (UFU-MG) e organizado pelo InterPET/UFU composto pelos 16 grupos PET e seus Tutores apoiados pelas seus respectivos Institutos e Faculdades, bem como a Reitoria e as Pró-Reitorias da Universidade.
Site: http://www.sudestepet.ufu.br/?sec=inicial
VIII SudestePET
Realizado entre os dias 22 a 25 de maio de 2008, o VIII SudestePET teve como tema "Educação Tutorial: formando cidadãos e profissionais. A Universidade de São Paulo, localizada na cidade de São Carlos, foi responsável pela organização e realização do evento.
VII SudestePET
A 7ª edição do SudestePET, aconteceu durante os dias 05, 06, 07 e 08 de abril de 2007 na Universidade Federal de Viçosa (UFV). O encontro reuniu os grupos PET da região Sudeste e promoveu debates em torno do tema “Ensinar, Aprender, Fazer – A consolidação dos pilares. Esta edição debateu a idealização do Programa e, a importância da tríade: ensino, pesquisa e extensão, para a formação acadêmica e cidadã. O evento contou com diversas apresentações e atividades culturais. O evento foi organizado pelos quatro grupos PET da UFV – Administração, Ciências Biológicas, Economia Doméstica e Nutrição.
Site: http://www.sudestepet.ufv.br/index.php?area=noticias&idNoticia=5
VI SudestePET
O VI SudestePET ocorreu na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói entre os dias 13 e 16 de abril de 2006. A organização do encontro ficou a cargo dos quatro grupos PET da UFF: o PET-Economia, o PET-Engenharia de Telecomunicações, o PET-Engenharia Mecânica, e o PET-Geografia. Buscando o enriquecimento do Programa, o tema escolhido para este encontro foi "(Re)Construindo caminhos para a Educação Tutorial Brasileira".
Site: https://www.telecom.uff.br/pet/visudestepet/html/principal
V SudestePET
O V SudestePET ocorreu entre os dias 22 e 24 de abril de 2005 na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), na cidade de Vitória/ES.
IV SudestePET
O SudestePET chegou a sua 4ª edição com o objetivo de traçar metas de melhoria e desenvolvimento, além de soluções para os principais problemas enfrentados pelos grupos. “Ampliando fronteiras com a força do conhecimento” foi o eixo central da edição mineira do encontro. O IV SudestePET aconteceu nos dias 21, 22 e 23 de Maio de 2004 na Universidade Federal de Lavras-MG.
Site: http://www.sudestepet.ufla.br/
III SudestePET
O III SudestePET foi realizado no campus da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) da cidade de Jaboticabal, SP, entre 30 de maio e 01 de junho de 2003. O tema foi “A atual situação do PET”.
II SudestePET
Em 2002, o grupo PET Engenharia Florestal organizou junto à FCA e aos outros grupos PET da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) da cidade de Botucatu, SP, o II SudestePET. O evento reuniu 300 pessoas e foi uma oportunidade ímpar para conhecimento e integração dos petianos, bem como estímulo ao aprofundamento de discussões sobre os temas norteadores do programa.
I SudestePET
O I SudestePET ocorreu entre os dias 4 e 6 de maio de 2001 na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) da cidade de Araraquara, SP.
O IX Sudeste PET “Desafios da Indissociabilidade” ocorreu nos dias 30 de abril, 01 e 02 de maio de 2009 na Universidade Federal de Uberlândia (UFU-MG) e organizado pelo InterPET/UFU composto pelos 16 grupos PET e seus Tutores apoiados pelas seus respectivos Institutos e Faculdades, bem como a Reitoria e as Pró-Reitorias da Universidade.
Site: http://www.sudestepet.ufu.br/?sec=inicial
VIII SudestePET
Realizado entre os dias 22 a 25 de maio de 2008, o VIII SudestePET teve como tema "Educação Tutorial: formando cidadãos e profissionais. A Universidade de São Paulo, localizada na cidade de São Carlos, foi responsável pela organização e realização do evento.
VII SudestePET
A 7ª edição do SudestePET, aconteceu durante os dias 05, 06, 07 e 08 de abril de 2007 na Universidade Federal de Viçosa (UFV). O encontro reuniu os grupos PET da região Sudeste e promoveu debates em torno do tema “Ensinar, Aprender, Fazer – A consolidação dos pilares. Esta edição debateu a idealização do Programa e, a importância da tríade: ensino, pesquisa e extensão, para a formação acadêmica e cidadã. O evento contou com diversas apresentações e atividades culturais. O evento foi organizado pelos quatro grupos PET da UFV – Administração, Ciências Biológicas, Economia Doméstica e Nutrição.
Site: http://www.sudestepet.ufv.br/index.php?area=noticias&idNoticia=5
VI SudestePET
O VI SudestePET ocorreu na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói entre os dias 13 e 16 de abril de 2006. A organização do encontro ficou a cargo dos quatro grupos PET da UFF: o PET-Economia, o PET-Engenharia de Telecomunicações, o PET-Engenharia Mecânica, e o PET-Geografia. Buscando o enriquecimento do Programa, o tema escolhido para este encontro foi "(Re)Construindo caminhos para a Educação Tutorial Brasileira".
Site: https://www.telecom.uff.br/pet/visudestepet/html/principal
V SudestePET
O V SudestePET ocorreu entre os dias 22 e 24 de abril de 2005 na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), na cidade de Vitória/ES.
IV SudestePET
O SudestePET chegou a sua 4ª edição com o objetivo de traçar metas de melhoria e desenvolvimento, além de soluções para os principais problemas enfrentados pelos grupos. “Ampliando fronteiras com a força do conhecimento” foi o eixo central da edição mineira do encontro. O IV SudestePET aconteceu nos dias 21, 22 e 23 de Maio de 2004 na Universidade Federal de Lavras-MG.
Site: http://www.sudestepet.ufla.br/
III SudestePET
O III SudestePET foi realizado no campus da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) da cidade de Jaboticabal, SP, entre 30 de maio e 01 de junho de 2003. O tema foi “A atual situação do PET”.
II SudestePET
Em 2002, o grupo PET Engenharia Florestal organizou junto à FCA e aos outros grupos PET da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) da cidade de Botucatu, SP, o II SudestePET. O evento reuniu 300 pessoas e foi uma oportunidade ímpar para conhecimento e integração dos petianos, bem como estímulo ao aprofundamento de discussões sobre os temas norteadores do programa.
I SudestePET
O I SudestePET ocorreu entre os dias 4 e 6 de maio de 2001 na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) da cidade de Araraquara, SP.
Marcos Danhoni: Desafios e entraves enfrentados pela Cenapet
Como ocorreu a criação desse organismo?
A CENAPET foi fundada em 2006 durante a realização do ENAPET de Florianópolis, quando foram aprovados seu estatuto e regimento. A Diretoria eleita foi presidida pelo Prof. Dante Barone. No entanto, antes deste período, existia informalmente um grupo de pessoas, tutores e alunos reunidos sob uma Executiva Nacional, que foi se formando nos anos de luta contra a extinção do PET, desde 1998. Parte deste grupo compôs a CNAA, Comissão Nacional de Acompanhamento e Avaliação, no MEC-SESu, em 2002, que recuperou o processo de avaliação, revisão do MANUAL DE ORIENTAÇÕES BÁSICAS, etc.
Atualmente quais são as funções desempenhadas pela Cenapet?
As funções desempenhadas pela CENAPET são aquelas de informar a comunidade petiana sobre as políticas do MEC com respeito ao Programa, aprimoramento do processo avaliativo, busca da inserção do processo avaliativo nos CLAs (Comitês Locais de Acompanhamento – que nasceram em 2002 por sugestão nossa – a sigla era, até então CLAA), busca de uma ampliação maior do Programa, financiamento dos eventos, observância do pagamento das bolsas (pontualidade e reajuste), etc. A CENAPET, como membro nato do CONSELHO SUPERIOR do PET, definido em Lei e Portaria do MEC, busca infatigavelmente a convocação deste órgão tripartite (SESu, CENAPET, FORGRAD). A paralisação desta convocação, pela SESu, que está negociando em separado com o FORGRAD é um desafio que temos que enfrentar, pois a SESu pode estar contando com a modificação da composição e objetivos do PET.
Quais as metas e objetivos da Comissão?
A resposta do item anterior contempla a presente questão. No entanto, cabe lembrar que a CENAPET, sob a gestão anterior e sob a presente, denominada O PET QUE QUEREMOS, busca, através da democratização da informação, um contato permanente com a base, via presença em eventos regionais e nacional e através de seu veículo de comunicação, o Blog PETBRASIL (www.petbrasil08.blogspot.com). Sobre o Blog, cabe lembrar que em menos de dois anos, o número de acessos já passa de oitenta mil, o que é algo inédito, pois demonstra efetivamente o grau de comunicabilidade da Direção da CENAPET com sua base.
Outra meta importante é a manutenção do diálogo com as Comissões de Educação da Câmara e do Senado Federal, que são vitais para a interlocução da entidade com o MEC. O aprimoramento de uma plataforma melhor para o PET, o SIGPROJ, é uma das metas a ser atingida, pois apesar da questão tecnológica em si, o entorno dela, com um gerenciamento sofrível do Programa na SESu, dificulta muito o cotidiano dos grupos.
Quais são os atuais problemas que a Cenapet enfrenta?
O maior problema é a não convocação do CONSELHO SUPERIOR. Este problema começou a aparecer em 2008 e tornou-se crônico desde então. Isso demonstra uma miopia crescente do MEC-SESu, especialmente porque desrespeita flagrantemente a Lei que (re)instituiu o PET e a Portaria que o normalizou. Um dos grandes problemas que dizem respeito não somente a CENAPET, mas a toda a comunidade petiana é a criação de PET’s genéricos (seja o PET-SAÚDE, como os dois novos anunciados, PET-CONEXÃO SABERES e PET-INDÍGENA E PET’s institucionais – estes últimos sem o aval da SESu, pagos pelas próprias IES, sem pagamento de bolsa tutor e sem avaliação do MEC). Identificamos, desde há muito, que a criação deste quadro, com a apropriação indevida da sigla PET, como uma estratégia do MEC em “flexibilizar” o PET original, impondo a rotatividade de tutores e, mesmo, a rotatividade dos grupos (mediante editais anuais/bianuais, como ocorre com o PET-SAUDE).
Historicamente, quais os problemas encarados pelos grupos PET?
Um dos grandes problemas dos grupos PET é a manutenção de bolsistas (diante de uma oferta maior do número de bolsas), a participação do tutor em eventos regionais e nacional, e, em menor escala, mas já mapeado há anos, evitar o “piloto automático”, ou seja, grupos autogerenciados por alunos com uma exclusão voluntária do tutor. Este último problema só pode ser observado se existisse uma avaliação diferente da atual, com o fortalecimento dos CLAs, desde que incumbidos da função avaliativa na IES. Outro problema que existe, mas tem diminuído, é o crônico atraso de repasse de verbas (bolsas e custeio dos grupos).
Quais as novas perspectivas de atuação da Cenapet?
Diálogo com os candidatos a presidente da República, como já havíamos feito há 08 (oito) anos atrás, no sentido de que o PET esteja na plataforma de programa dos postulantes ao cargo maior do país. Naturalmente, como desejamos para todos os Programas efetivos do governo (PIBIC, Bolsa-Produtividade, etc.), desejamos que o PET esteja permanentemente na agenda do governo, seja ele qual for.
A perspectiva atual é a convocação do CONSELHO SUPERIOR para lidar com os problemas imediatos e vindouros do Programa, especialmente este que se adensa no horizonte, sobre a “flexibilização” do PET (“flexibilizaçã o” como estratégia para a eventual extinção do Programa).
Para mais informações sobre a Cenapet, visite: http://pet.icmc. usp.br/cenapet/
A CENAPET foi fundada em 2006 durante a realização do ENAPET de Florianópolis, quando foram aprovados seu estatuto e regimento. A Diretoria eleita foi presidida pelo Prof. Dante Barone. No entanto, antes deste período, existia informalmente um grupo de pessoas, tutores e alunos reunidos sob uma Executiva Nacional, que foi se formando nos anos de luta contra a extinção do PET, desde 1998. Parte deste grupo compôs a CNAA, Comissão Nacional de Acompanhamento e Avaliação, no MEC-SESu, em 2002, que recuperou o processo de avaliação, revisão do MANUAL DE ORIENTAÇÕES BÁSICAS, etc.
Atualmente quais são as funções desempenhadas pela Cenapet?
As funções desempenhadas pela CENAPET são aquelas de informar a comunidade petiana sobre as políticas do MEC com respeito ao Programa, aprimoramento do processo avaliativo, busca da inserção do processo avaliativo nos CLAs (Comitês Locais de Acompanhamento – que nasceram em 2002 por sugestão nossa – a sigla era, até então CLAA), busca de uma ampliação maior do Programa, financiamento dos eventos, observância do pagamento das bolsas (pontualidade e reajuste), etc. A CENAPET, como membro nato do CONSELHO SUPERIOR do PET, definido em Lei e Portaria do MEC, busca infatigavelmente a convocação deste órgão tripartite (SESu, CENAPET, FORGRAD). A paralisação desta convocação, pela SESu, que está negociando em separado com o FORGRAD é um desafio que temos que enfrentar, pois a SESu pode estar contando com a modificação da composição e objetivos do PET.
Quais as metas e objetivos da Comissão?
A resposta do item anterior contempla a presente questão. No entanto, cabe lembrar que a CENAPET, sob a gestão anterior e sob a presente, denominada O PET QUE QUEREMOS, busca, através da democratização da informação, um contato permanente com a base, via presença em eventos regionais e nacional e através de seu veículo de comunicação, o Blog PETBRASIL (www.petbrasil08.blogspot.com). Sobre o Blog, cabe lembrar que em menos de dois anos, o número de acessos já passa de oitenta mil, o que é algo inédito, pois demonstra efetivamente o grau de comunicabilidade da Direção da CENAPET com sua base.
Outra meta importante é a manutenção do diálogo com as Comissões de Educação da Câmara e do Senado Federal, que são vitais para a interlocução da entidade com o MEC. O aprimoramento de uma plataforma melhor para o PET, o SIGPROJ, é uma das metas a ser atingida, pois apesar da questão tecnológica em si, o entorno dela, com um gerenciamento sofrível do Programa na SESu, dificulta muito o cotidiano dos grupos.
Quais são os atuais problemas que a Cenapet enfrenta?
O maior problema é a não convocação do CONSELHO SUPERIOR. Este problema começou a aparecer em 2008 e tornou-se crônico desde então. Isso demonstra uma miopia crescente do MEC-SESu, especialmente porque desrespeita flagrantemente a Lei que (re)instituiu o PET e a Portaria que o normalizou. Um dos grandes problemas que dizem respeito não somente a CENAPET, mas a toda a comunidade petiana é a criação de PET’s genéricos (seja o PET-SAÚDE, como os dois novos anunciados, PET-CONEXÃO SABERES e PET-INDÍGENA E PET’s institucionais – estes últimos sem o aval da SESu, pagos pelas próprias IES, sem pagamento de bolsa tutor e sem avaliação do MEC). Identificamos, desde há muito, que a criação deste quadro, com a apropriação indevida da sigla PET, como uma estratégia do MEC em “flexibilizar” o PET original, impondo a rotatividade de tutores e, mesmo, a rotatividade dos grupos (mediante editais anuais/bianuais, como ocorre com o PET-SAUDE).
Historicamente, quais os problemas encarados pelos grupos PET?
Um dos grandes problemas dos grupos PET é a manutenção de bolsistas (diante de uma oferta maior do número de bolsas), a participação do tutor em eventos regionais e nacional, e, em menor escala, mas já mapeado há anos, evitar o “piloto automático”, ou seja, grupos autogerenciados por alunos com uma exclusão voluntária do tutor. Este último problema só pode ser observado se existisse uma avaliação diferente da atual, com o fortalecimento dos CLAs, desde que incumbidos da função avaliativa na IES. Outro problema que existe, mas tem diminuído, é o crônico atraso de repasse de verbas (bolsas e custeio dos grupos).
Quais as novas perspectivas de atuação da Cenapet?
Diálogo com os candidatos a presidente da República, como já havíamos feito há 08 (oito) anos atrás, no sentido de que o PET esteja na plataforma de programa dos postulantes ao cargo maior do país. Naturalmente, como desejamos para todos os Programas efetivos do governo (PIBIC, Bolsa-Produtividade, etc.), desejamos que o PET esteja permanentemente na agenda do governo, seja ele qual for.
A perspectiva atual é a convocação do CONSELHO SUPERIOR para lidar com os problemas imediatos e vindouros do Programa, especialmente este que se adensa no horizonte, sobre a “flexibilização” do PET (“flexibilizaçã o” como estratégia para a eventual extinção do Programa).
Para mais informações sobre a Cenapet, visite: http://pet.icmc. usp.br/cenapet/
Sociedade Brasileira de Educação Tutorial promoverá o ensino para além das fronteiras petianas
Durante o I Congresso Brasileiro de Educação Tutorial, realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, nos dias 01 e 02 de abril, foi criada Sociedade Brasileira de Educação Tutorial (SbrET). A fim de compreender melhor a linha de atuação e as implicações deste grupo no Programa de Ensino Tutorial (PET), entrevistamos os membros da diretoria da SbrET, Darlana Godoi (egressa do PET-Educação da UnB e atualmente funcionária da CAPES-MEC; Javan Pires dos Santos (egresso do PET-Biologia da UFC, atualmente funcionário da CHESF); e Luiz Eduardo R. de Carvalho (Tutor do Grupo PET-Farmácia/Saúde Pública da UFRJ).
Quando surgiu a ideia de criar a Associação?
Luiz Eduardo: A idéia de criar a SBrET é antiga. Já durante o ENAPET, em Florianópolis, isso foi conversado entre vários tutores. Assembléias para fundação da SBrET foram imaginadas, ano após anos, para realização em paralelo aos diversos InterPETs-Rio. Mas sempre terminávamos entendendo que não havia massa crítica suficiente. Neste momento talvez ainda não haja, mas a conjuntura aponta uma necessidade que torna a decisão inadiável. Além disso, surgiu essa oportunidade, com a realização do X SE-PET aqui no Rio. Aproveitou-se a presença de vários dos companheiros - tutores e petianos egressos - que vinham partilhando, há anos, este projeto. E, principalmente, porque com o abandono do projeto de criação de uma Associação Nacional de Egressos Petianos, as lideranças de tal projeto vieram se somar aos que pretendiam criar a SBrET. Para a Assembléia de Fundação da SBrET, foram convocados aqueles que, ao longo do tempo, trabalharam na formatação do “projeto” e, também, dos Estatutos. Na última hora, esses convocados tomaram a iniciativa de convidar outros companheiros para a Fundação, e foi muito bom vermos que mais gente se interessou e, inclusive, veio fazer parte da Diretoria e do Conselho. Aliás, todos os membros fundadores serão Conselheiros-Natos.
Darlana: Tinhamos uma idéia desde 2006 de criarmos uma Associação de egressos dos grupos de Educação Tutorial, queríamos continuar contribuindo com o fortalecimento da educação superior e influenciarmos no andamento do programa. Infelizmente durante o Enapet em Florianópolis os egressos que estavam à frente deste projeto não conseguiram concretizar a associação, a hora não era a mais propícia, estávamos em um momento político delicado o que acabou criando alguma resistência ao modelo proposto que era de representação dos egressos. Sendo assim quando surgiu a proposta feita pelo Luiz Eduardo, de criarmos a Sociedade Brasileira de Educação Tutorial abraçamos a idéia, pois ela convergia nossas propostas além de não ser uma entidade representativa.
Quais foram as dificuldades encontradas no processo de elaboração do projeto?
Javan: Uma das dificuldades encontradas por alguns dos membros do grupo é conciliar suas atividades profissionais com a discussão sobre educação tutorial. Existe uma parte considerável dos fundadores que é formada por egressos do programa, ou seja, estudantes que já foram bolsistas, mas que agora estão exercendo suas profissões no mercado de trabalho. Nós entendemos que nossas experiências dentro do PET, principalmente em contato com o Prof. Luiz Eduardo, nos forneceram uma perspectiva única sobre ciência e sociedade que nos auxilia dentro das nossas atuais ocupações. A vivência dentro do programa nos antecipou, por exemplo, diversos conflitos nos quais um profissional dito de “excelência”, geralmente é levado a intervir, dentro, é claro, de sua formação: política, campos de poder, processos decisórios, administração pública, relações de trabalho, produção de ciência e pensamento crítico. Embora formemos um grupo heterogêneo de profissionais e estejamos agindo em diversas esferas de ação econômica e social, públicas ou privadas, sentimos que existe uma enorme dívida por aquilo que nos foi ensinado, e a maneira que encontramos de pagá-la é contribuir com a Educação Tutorial através das experiências que estamos conseguindo através das nossas leituras e experiências no campo do trabalho
Darlana: Acredito que a maior dificuldade enfrentada foi construir democraticamente esta proposta, somos um grupo bem heterogêneo, cada um de nós mora em locais diferentes, temos agendas apertadas e sendo assim nossa maior aliada foi a internet, por meio dela conseguimos trocar idéias e construir o esqueleto de nossa entidade, arregimentar pessoas realmente interessadas na discussão e conseguir reunir estas pessoas foi muito difícil. O Congresso de Educação Tutorial permitiu que os fundadores pudessem se encontrar presencialmente, a maioria deles foi ao Congresso com recursos próprios, este encontro nos proporcionou a ocasião propicia para a fundação da entidade.
Como funcionará a Associação?
Luiz Eduardo: O caminho será estabelecido enquanto caminhamos. Mas com certeza sabemos onde queremos ir e onde queremos não ir. Por exemplo, a SBrET não é uma alternativa frente à CENAPET. Esta se construiu, historicamente, como uma entidade representativa, muito atuante em defesa do PET, enquanto Programa. E merece e necessita do suporte e do apoio de todos os petianos. Porém, depois de tantos anos, fica claro que a CENAPET não se ocupou de atividades, digamos, de produção acadêmica. Sequer a organização programática, ou mesmo financeira, dos encontros regionais e nacional, a CENAPET logrou assumir. Mas tem sido enorme seu sucesso em atividades políticas de proteção e promoção do Programa. Já a SBrET se ocupará de estudar e promover a Educação Tutorial, o que transcende o PET, na medida que envolve pessoas que não fazem parte do PET e na medida que ambiciona disseminar a Educação Tutorial, como método, para além das fronteiras petianas. Em resumo, a SBrET se coloca como um complemento aos importantes trabalhos já produzidos pela CENAPET, mas em outro campo, por outros meios e incluindo participantes externos ao PET.
Darlana: A SBrET pretende trabalhar principalmente com a consolidação da Educação Tutorial como conceito e metodologia, acredito que esta consolidação se dará quando começarmos a publicar e difundir a metodologia para além dos grupos institucionais. Pretendemos realizar eventos e promover publicações virtuais ou impressas, tudo na medida de nossas possibilidades, para isso contamos com nossos membros que são pessoas que viveram e pensam a Educação Tutorial e tem muito para contribuir.
Quais são os objetivos da associação?
Javan: Acreditamos que a universidade não é um fim em si própria. Ela deve agir para formar profissionais que vão trabalhar na universidade, mas também para os que trabalharão fora dela. A vivência que tivemos no PET nos mostrou que existe uma espécie de carência, na medida em que estudantes são formados para serem professores universitários e pesquisadores, sem atentar para dois aspectos: a) uma formação acadêmica passa necessariamente por uma formação crítica e política, afinal o profissional terá que tomar decisões e elas não podem ser baseadas sem que se entenda o contexto onde elas vão ser inseridas; b) existe um amplo mercado de trabalho fora da universidade que poderia receber profissionais capazes de agir utilizando os conhecimentos técnicos que receberam para transformar as relações sociais e produtivas existentes e, no entanto, não existem estes profissionais. Sem conhecimento das relações de poder que atravessam a sociedade e a própria instituição onde trabalham, ao invés de transformadores, acabam servindo como instrumento da reprodução das atuais relações. Pensamos que um caminho interessante a ser trilhado pode vir da ação pedagógica de um professor-tutor, com experiência ou intenção de trabalho em outras instâncias fora da universidade, munido preferencialmente de um projeto com planejamento e estrutura para expandir as vivências acdêmico-profissionais de seus tutorados. Nosso objetivo como grupo é estruturar e difundir essa perspectiva e outras que possam reforçá-la.
Luiz Eduardo: Os fins são a consolidação e difusão da metodologia de Educação Tutorial em nossas universidades. Ou mesmo em outros níveis, incluindo o Ensino Médio. Os meios serão, por enquanto, a realização de seminários regionais sobre a Metodologia, bem como a continuidade no apoio aos Congressos Brasileiros de Educação Tutorial. Também ocorrerá apoio físico e institucional às atividades da CENAPET, da SESu ou do ForGrad, sempre que isso nos for solicitado.
Quais serão as formas de atuação e funcionamento institucional pelas quais essas metas serão buscadas?
Javam: Assim que a organização estiver mias consolidada, aproveitando a experiência produzida no primeiro e nos próximos eventos, é provável que passemos para um próximo passo que é o da produção acadêmica. Artigos, ensaios, análises, livros, entrevistas, blogs acadêmicos etc., produzidos a partir de nossas experiências e perspectivas, podem funcionar como instrumentos interessantes para a reflexão sobre educação tutorial no contexto sócio-político e pedagógico brasileiro.
Luiz Eduardo: Foi eleita uma Diretoria provisória, a partir da Assembléia que reuniu cerca de 40 companheiros, alguns deles não petianos, mas com atuação histórica nos movimentos universitários. E novos membros vêm se associando à SBrET, cujo ingresso é livre, gratuito e aberto a todos os interessados. Deve ficar claro que a SBrET não é, nem pretende, representar petianos, tutores ou egressos do PET. A SBrET, no máximo, fala em nome de seus associados, sendo que nem todos são petianos. Apesar da SBrET ser uma sociedade privada, as portas da Assembléia estiveram publicamente abertas a todos que se dispuseram a entrar até o início das votações. A partir daí o ingresso foi vetado, porque não fazia mais sentido ter a presença e o voto de quem não participou dos trabalhos anteriores, e nem sequer da própria Assembléia. Compreende-se que alguns, inicialmente, se sentiram incomodados com a criação da SBrET. Mas não há e nem haverá motivo legítimo para isso. Viemos para somar, com trabalho. E, obviamente, outros colegas podem se tornar sócios e participar dos debates da SBrET a qualquer momento, bem como podem, por iniciativa deles, fundar uma outra entidade, um Instituto, uma ONG, um Colégio, uma Associação igualmente voltada para Educação Tutorial. Nós fundamos esta. E sabemos o que e como fazer com ela. Queremos aprofundar, consolidar, debater e difundir a Educação Tutorial. Todos que tiverem a mesma intenção sincera, com certeza, serão parceiros. Para implementar estas propostas, inicialmente a SBrET deverá focar na realização de Seminários Regionais e apoiar a realização do II Congresso Brasileiro de Educação Tutorial, a princípio programado para fevereiro de 2011, novamente na UFRJ.
Quando surgiu a ideia de criar a Associação?
Luiz Eduardo: A idéia de criar a SBrET é antiga. Já durante o ENAPET, em Florianópolis, isso foi conversado entre vários tutores. Assembléias para fundação da SBrET foram imaginadas, ano após anos, para realização em paralelo aos diversos InterPETs-Rio. Mas sempre terminávamos entendendo que não havia massa crítica suficiente. Neste momento talvez ainda não haja, mas a conjuntura aponta uma necessidade que torna a decisão inadiável. Além disso, surgiu essa oportunidade, com a realização do X SE-PET aqui no Rio. Aproveitou-se a presença de vários dos companheiros - tutores e petianos egressos - que vinham partilhando, há anos, este projeto. E, principalmente, porque com o abandono do projeto de criação de uma Associação Nacional de Egressos Petianos, as lideranças de tal projeto vieram se somar aos que pretendiam criar a SBrET. Para a Assembléia de Fundação da SBrET, foram convocados aqueles que, ao longo do tempo, trabalharam na formatação do “projeto” e, também, dos Estatutos. Na última hora, esses convocados tomaram a iniciativa de convidar outros companheiros para a Fundação, e foi muito bom vermos que mais gente se interessou e, inclusive, veio fazer parte da Diretoria e do Conselho. Aliás, todos os membros fundadores serão Conselheiros-Natos.
Darlana: Tinhamos uma idéia desde 2006 de criarmos uma Associação de egressos dos grupos de Educação Tutorial, queríamos continuar contribuindo com o fortalecimento da educação superior e influenciarmos no andamento do programa. Infelizmente durante o Enapet em Florianópolis os egressos que estavam à frente deste projeto não conseguiram concretizar a associação, a hora não era a mais propícia, estávamos em um momento político delicado o que acabou criando alguma resistência ao modelo proposto que era de representação dos egressos. Sendo assim quando surgiu a proposta feita pelo Luiz Eduardo, de criarmos a Sociedade Brasileira de Educação Tutorial abraçamos a idéia, pois ela convergia nossas propostas além de não ser uma entidade representativa.
Quais foram as dificuldades encontradas no processo de elaboração do projeto?
Javan: Uma das dificuldades encontradas por alguns dos membros do grupo é conciliar suas atividades profissionais com a discussão sobre educação tutorial. Existe uma parte considerável dos fundadores que é formada por egressos do programa, ou seja, estudantes que já foram bolsistas, mas que agora estão exercendo suas profissões no mercado de trabalho. Nós entendemos que nossas experiências dentro do PET, principalmente em contato com o Prof. Luiz Eduardo, nos forneceram uma perspectiva única sobre ciência e sociedade que nos auxilia dentro das nossas atuais ocupações. A vivência dentro do programa nos antecipou, por exemplo, diversos conflitos nos quais um profissional dito de “excelência”, geralmente é levado a intervir, dentro, é claro, de sua formação: política, campos de poder, processos decisórios, administração pública, relações de trabalho, produção de ciência e pensamento crítico. Embora formemos um grupo heterogêneo de profissionais e estejamos agindo em diversas esferas de ação econômica e social, públicas ou privadas, sentimos que existe uma enorme dívida por aquilo que nos foi ensinado, e a maneira que encontramos de pagá-la é contribuir com a Educação Tutorial através das experiências que estamos conseguindo através das nossas leituras e experiências no campo do trabalho
Darlana: Acredito que a maior dificuldade enfrentada foi construir democraticamente esta proposta, somos um grupo bem heterogêneo, cada um de nós mora em locais diferentes, temos agendas apertadas e sendo assim nossa maior aliada foi a internet, por meio dela conseguimos trocar idéias e construir o esqueleto de nossa entidade, arregimentar pessoas realmente interessadas na discussão e conseguir reunir estas pessoas foi muito difícil. O Congresso de Educação Tutorial permitiu que os fundadores pudessem se encontrar presencialmente, a maioria deles foi ao Congresso com recursos próprios, este encontro nos proporcionou a ocasião propicia para a fundação da entidade.
Como funcionará a Associação?
Luiz Eduardo: O caminho será estabelecido enquanto caminhamos. Mas com certeza sabemos onde queremos ir e onde queremos não ir. Por exemplo, a SBrET não é uma alternativa frente à CENAPET. Esta se construiu, historicamente, como uma entidade representativa, muito atuante em defesa do PET, enquanto Programa. E merece e necessita do suporte e do apoio de todos os petianos. Porém, depois de tantos anos, fica claro que a CENAPET não se ocupou de atividades, digamos, de produção acadêmica. Sequer a organização programática, ou mesmo financeira, dos encontros regionais e nacional, a CENAPET logrou assumir. Mas tem sido enorme seu sucesso em atividades políticas de proteção e promoção do Programa. Já a SBrET se ocupará de estudar e promover a Educação Tutorial, o que transcende o PET, na medida que envolve pessoas que não fazem parte do PET e na medida que ambiciona disseminar a Educação Tutorial, como método, para além das fronteiras petianas. Em resumo, a SBrET se coloca como um complemento aos importantes trabalhos já produzidos pela CENAPET, mas em outro campo, por outros meios e incluindo participantes externos ao PET.
Darlana: A SBrET pretende trabalhar principalmente com a consolidação da Educação Tutorial como conceito e metodologia, acredito que esta consolidação se dará quando começarmos a publicar e difundir a metodologia para além dos grupos institucionais. Pretendemos realizar eventos e promover publicações virtuais ou impressas, tudo na medida de nossas possibilidades, para isso contamos com nossos membros que são pessoas que viveram e pensam a Educação Tutorial e tem muito para contribuir.
Quais são os objetivos da associação?
Javan: Acreditamos que a universidade não é um fim em si própria. Ela deve agir para formar profissionais que vão trabalhar na universidade, mas também para os que trabalharão fora dela. A vivência que tivemos no PET nos mostrou que existe uma espécie de carência, na medida em que estudantes são formados para serem professores universitários e pesquisadores, sem atentar para dois aspectos: a) uma formação acadêmica passa necessariamente por uma formação crítica e política, afinal o profissional terá que tomar decisões e elas não podem ser baseadas sem que se entenda o contexto onde elas vão ser inseridas; b) existe um amplo mercado de trabalho fora da universidade que poderia receber profissionais capazes de agir utilizando os conhecimentos técnicos que receberam para transformar as relações sociais e produtivas existentes e, no entanto, não existem estes profissionais. Sem conhecimento das relações de poder que atravessam a sociedade e a própria instituição onde trabalham, ao invés de transformadores, acabam servindo como instrumento da reprodução das atuais relações. Pensamos que um caminho interessante a ser trilhado pode vir da ação pedagógica de um professor-tutor, com experiência ou intenção de trabalho em outras instâncias fora da universidade, munido preferencialmente de um projeto com planejamento e estrutura para expandir as vivências acdêmico-profissionais de seus tutorados. Nosso objetivo como grupo é estruturar e difundir essa perspectiva e outras que possam reforçá-la.
Luiz Eduardo: Os fins são a consolidação e difusão da metodologia de Educação Tutorial em nossas universidades. Ou mesmo em outros níveis, incluindo o Ensino Médio. Os meios serão, por enquanto, a realização de seminários regionais sobre a Metodologia, bem como a continuidade no apoio aos Congressos Brasileiros de Educação Tutorial. Também ocorrerá apoio físico e institucional às atividades da CENAPET, da SESu ou do ForGrad, sempre que isso nos for solicitado.
Quais serão as formas de atuação e funcionamento institucional pelas quais essas metas serão buscadas?
Javam: Assim que a organização estiver mias consolidada, aproveitando a experiência produzida no primeiro e nos próximos eventos, é provável que passemos para um próximo passo que é o da produção acadêmica. Artigos, ensaios, análises, livros, entrevistas, blogs acadêmicos etc., produzidos a partir de nossas experiências e perspectivas, podem funcionar como instrumentos interessantes para a reflexão sobre educação tutorial no contexto sócio-político e pedagógico brasileiro.
Luiz Eduardo: Foi eleita uma Diretoria provisória, a partir da Assembléia que reuniu cerca de 40 companheiros, alguns deles não petianos, mas com atuação histórica nos movimentos universitários. E novos membros vêm se associando à SBrET, cujo ingresso é livre, gratuito e aberto a todos os interessados. Deve ficar claro que a SBrET não é, nem pretende, representar petianos, tutores ou egressos do PET. A SBrET, no máximo, fala em nome de seus associados, sendo que nem todos são petianos. Apesar da SBrET ser uma sociedade privada, as portas da Assembléia estiveram publicamente abertas a todos que se dispuseram a entrar até o início das votações. A partir daí o ingresso foi vetado, porque não fazia mais sentido ter a presença e o voto de quem não participou dos trabalhos anteriores, e nem sequer da própria Assembléia. Compreende-se que alguns, inicialmente, se sentiram incomodados com a criação da SBrET. Mas não há e nem haverá motivo legítimo para isso. Viemos para somar, com trabalho. E, obviamente, outros colegas podem se tornar sócios e participar dos debates da SBrET a qualquer momento, bem como podem, por iniciativa deles, fundar uma outra entidade, um Instituto, uma ONG, um Colégio, uma Associação igualmente voltada para Educação Tutorial. Nós fundamos esta. E sabemos o que e como fazer com ela. Queremos aprofundar, consolidar, debater e difundir a Educação Tutorial. Todos que tiverem a mesma intenção sincera, com certeza, serão parceiros. Para implementar estas propostas, inicialmente a SBrET deverá focar na realização de Seminários Regionais e apoiar a realização do II Congresso Brasileiro de Educação Tutorial, a princípio programado para fevereiro de 2011, novamente na UFRJ.
ExPETiências
Para os desinformados ou novatos, a mediadora do Encontro, Iasmine Pereira, resumiu o que deveria ser feito: “É simples, cada um fala um pouco sobre o que faz no seu PET”. E assim, começou expondo as atividades que realizava no seu PET, de Comunicação Social da UFRJ. Disciplinas, Laboratórios, Oficinas e eventos diversos, como a Semana de Jornalismo, de Radialismo e de Comunicação Ambiental, são feitos na parte de ensino e extensão. Para a pesquisa, último pilar do Programa de Educação Tutorial existe a coletiva, sobre Mídias Comunitárias Étnicas e as individuais, focando a Produção Cultural, Acessibilidade ou Webrádio.
Existência e Liberdade vêm como tema atual do PET Filosofia da UFSJ, como colocou seu representante. Em São João Del Rei, eles analisam a cultura popular local, que está diretamente ligada ao ambiente. O trabalho com a comunidade é bem forte, desde oficinas de desenho até pesquisas, que trazem relatos e complementam a memória da cidade. Roda Vida, Semana PET, revista Empório e Jornal Epitemeu são algumas de suas atividades, sendo que o último foi distribuído para os presentes.
O PET de Letras da UNESP propõe um curso de editoração de revista, em falta no currículo de seus graduandos. Produzem revistas para a rede pública, professores, com projetos de diversas áreas, anteriormente guardados. Além disso, disponibilizam o MAC, Mostra de Artes do Campus, para as pessoas exporem seus talentos, um encontro com toda a comunidade.
Outro representante, graduando em Ciências Políticas da UNB, afirma que seus colegas petianos fazem pesquisa e artigos em cima do Fórum Social Mundial, com intuito final de produzir um livro, se possível. O Cinema Político vem com temáticas da modernidade, é um exemplo de projetos com diálogos sobre a mídia. A extensão se funde ao ensino, propondo uma discussão com os participantes: o “E eu com isso?”. A proposta desse PET fica com as dinâmicas no mundo moderno, focando no sentido da filosofia política.
O Serviço Social da UFES tem um PET muito envolvido com a política. Por focarem na qualidade da formação profissional, sofrem muita represália. Através de oficinas para discutir essa questão, com projetos ético-políticos, eles definiram diretrizes, que não foram aprovadas pelo MEC. Sua pesquisa também gira em torno do perfil dos estudantes da área, que muda conforme os anos.
A UERJ também apresenta o seu grupo de Serviço Social, que até o ano de 2009, não apresentava uma pesquisa coletiva, apenas as individuais. Hoje, eles pesquisam sobre o seu próprio PET, que tem apenas 4 anos. Os grupos de estudo funcionam com o tema do trabalho e política social. Seminários e palestras são organizados, como a “UERJ sem muros”, em que ocorre uma socialização com todos da universidade, incluindo apresentação de trabalhos de iniciação científica. A Rota Cultural mostra o que está acontecendo de interessante no Rio de Janeiro, com seminários e mostras. Além disso, os petianos buscam realizar minicursos com estudantes da pós-graduação para ministrar. O CinePET aparece para unir petiano, assim como toda faculdade, promovendo certa integração.
A Universidade Federal de Viçosa conta com o PET de Administração e seus projetos com crianças carentes, como parte de extensão do Programa. Intercambistas estão sempre circulando pelo campus e podem usufruir de seminários, palestras e eventos organizados pelo PET. As pesquisas individuais são apresentadas e avaliadas constantemente entre seus membros.
Um olhar geográfico é trabalhado com os calouros de Geografia da UFF, através de um trabalho de campo, proporcionado pelos petianos. Atividades com funcionários terceirizados são pontos de extensão, além de um jornal trimestral e anuário. Mais CinePET aparece como elemento de integração, mas além de unir alunos da Universidade, também abrange escolas, por fora.
“Pensar o Futuro” é o nome da pesquisa do grupo de Economia da mesma Universidade, a UFF. Na hora do almoço, debates são feitos em meio à faculdade, com divulgação aberta a outras áreas também. Esse PET também apresenta um grupo de leitura, em que analisam a coleção de Gustavo França, relacionando-a à literatura de Machado de Assis e Shakespeare, entre outros.
Já o PET da mesma área da UFES, com um animado grupo presente, enfatiza eventos como o Teatro do Oprimido, além de palestras e seminários de diversas temáticas, como a História do Jazz e a Literatura Russa. O pilar de extensão tem mais êxito que o ensino: as monitorias, por exemplo, só vêm para salvar no último momento de desespero dos alunos. Minicursos de Economia com os calouros também são realizados, além de trabalhos com a comunidade carente. Seus integrantes fazem avaliações mensais, mas sem cobrança, eles acreditam no bom senso de cada um. Com uma idéia um tanto diferente de outros Programas de Educação Tutorial da região Sudeste, o grupo de Economia da UFES afirma: “O PET não é 20h semanais, é 24h por dia, tem que respirar PET!”
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